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  • Foto do escritorRafaela Hoffmann

Influenciadores: um voto de confiança e outro de desconfiança

Mês passado, saiu um estudo da HypeAuditor e da Apex sobre “Os Bastidores do Mercado de Influencers”. Trata-se de um report exclusivo sobre fake influência que mostra o que há por trás dos números dos influenciadores no Brasil.


Vale muito a pena baixar e ler na íntegra. Aqui, eu vou compartilhar com vocês alguns dados que me chamaram a atenção:


● De acordo com a pesquisa feita pela HypeAuditor, em média 56,24% dos influencers brasileiros são impactados por fraudes. Vale esclarecer que a empresa entende por “fraude” ações suspeitas ligadas a um crescimento exponencial, o que pode ser resultado de compra de seguidores e de comentários ou participação nas pods, que são as panelinhas de engajamento e não representam o perfil de um seguidor legítimo, mas encorpam os relatórios de mídia desses influenciadores.


● Agora, pasme! Segundo o estudo, 2,2% dos influencers do Brasil participam dessas panelinhas de comentários, às vezes com ajuda das agências de mídia social. E isso é mais comum nos influenciadores intermediários, que têm entre 20 mil e 100 mil seguidores.


● No total, 26% dos influencers brasileiros têm mais de 30% de comentários inautênticos e isso é muito mais expressivo entre influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores (55,4%).


É lógico que vale aquela máxima de que não é para generalizar e perseguir influenciadores com essa história porque muitos fazem um trabalho incrível de verdade, mas qual é o alerta que podemos extrair desses dados?


As marcas e agências precisam ter cada vez mais experiência em analisar verdadeiramente as métricas de engajamento e fazer boas escolhas. Ficar fascinado com números expressivos apenas sem um olhar treinado e apurado pode levar uma empresa e uma reputação construída com árduos esforços para o buraco.


A era do conteúdo gerado por usuários

Recentemente, a Fast Company Brasil publicou uma matéria cujo título é “Influenciadores já eram. O que interessa agora é o conteúdo gerado pelo usuário”. Embora a chamada seja contundente, o texto não propõe nenhum comportamento de aversão aos influenciadores. Apenas destaca que, possivelmente, eles terão que disputar mais as verbas das empresas, cada vez mais dispostas em apostar no user generated content (UGC) para “encher a internet de conteúdo relacionável e autêntico, otimizado para atrair novos clientes”.


O marketing boca a boca é uma estratégia totalmente relacionada ao UGC que pode contribuir com as marcas que já assumiram essa missão. Eu fico à disposição para falar desse assunto que para mim é fascinante.


Publicado originalmente em 22 de Agosto de 2022

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