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  • Foto do escritorRafaela Hoffmann

É preciso planejamento para influenciar – e muita coerência!


Acompanhei o burburinho em torno de um roteiro de postagens feito pela influenciadora digital Bianca Andrade, a Boca Rosa. Os seguidores ficaram um tanto surpresos (parece que alguns até negativamente) com o planejamento que incluía acordar com xícara de café, se maquiar enquanto faz stories e até “mostrar algo fofo do neném”.


Era uma lista detalhada de atividades que parecem orgânicas, corriqueiras e banais, mas, para quem vive da movimentação do perfil nas redes sociais, não nos deixemos enganar, planejamento minucioso é chave do sucesso.


Roteirização excessiva da vida?

Se pensarmos bem no nosso próprio comportamento como meros mortais usando redes sociais, existe planejamento, roteirização, edição e calibração dos nossos discursos de acordo com a imagem que queremos transmitir.

Publicamos fotos, vídeos e legendas sobre nós e sobre as coisas que nos impactam que ajudam a construir a narrativa que queremos que as pessoas conheçam sobre nós. Para alguém que vive em função da persona e das narrativas que constrói nas redes sociais, planejar é tão vital quanto respirar, beber água, se alimentar.


No caso dos nanoinfluenciadores, na proposta de marketing boca a boca da The Insiders, enviamos junto com o produto ou acesso a serviços das empresas que nos contratam, informações e algumas orientações para a repercussão da experiência porque desejamos, sim, que eles se planejem para participar dessas ações. Claro, respeitando o estilo de vida, a criatividade e a narrativa única que eles vão trazer para tratar a relação que tiveram com a marca.


O que buscamos fundamentalmente é a coerência entre o discurso, prática e o estilo de vida que levam, por isso, grande parte dos nossos esforços é fazer essa seleção e curadoria criteriosa.


Dos grandes influenciadores e celebridades, devíamos esperar o mesmo. Não tem importância se os posts estão milimetricamente calculados. Isso inevitavelmente rompe com uma expectativa de espontaneidade, mas faz parte do trabalho deles e é ingênuo pensar que não há elaboração sobre o que vão fazer. Para cobrar, criticar e opinar, acho que precisamos, nós, como seguidores com o poder de cancelar, e principalmente as marcas, com poder de decisão sobre investimento, prestar mais atenção ao fator coerência. Esse sim pode gerar grandes desconfortos, arruinar projetos e reputações.


Publicado originalmente em: 14 de Julho de 2022

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